(no meio da minha papelada velha)
Bem, cá estou eu a escrever mais uma vez não para ti mas sobre ti. Nem vale a pena tentar contabilizar as vezes que já o fiz pois foram tantas que já lhe perdi a conta.
Tenho-me lembrado com muita frequênciade de uma tarde que passámos juntas mas, não sei bem porquê, hoje apeteceu-me escrever sobre ela.
Tínhamos chegado do hospital, tinham-te magoado no pulso e, ao fim de alguma insistência, lá resolveste ceder e ir ver o que realmente se passava. Convidei-te para subires um bocadinho antes de ires para casa. Aceitaste. Fomos para o meu quarto, deitámo-nos nesta cama onde me encontro agora. Brincámos um pouco, beijámo-nos, até que o teu telefone tocou. O telefonema nunca mais acabava, tu já estavas com aquele ar que fazes quando estás a apanhar uma seca mas tens vergonha de dizer. Eu claro, não resisti, e enquanto o telefonema decorria, resolvi levantar-te a camisola e começar a beijar a tua barriga que, como sempre, estava doce e macia. Tu tentavas não perder o norte à conversa nem a concentração mas, conforme eu te beijava o umbigo, tu controcias-te e eu sentia-te arrepiada e via na tua expressão o esforço que fazias para te controlares.
Finalmente o telefonema acabou! Já não era sem tempo. Estavas dói-dói e pediste-me que te beijasse as costas. Viraste-te de barriga para baixo com a cabeça na minha almofada e eu deitei-me em cima de ti. Comecei por te beijar o pescoço, depois fui descendo, ao mesmo tempo que te beijava, ia acariciando o teu corpo. Resolvi ir mais além, apetecia-me sentir-te, estavas numa das minhas posições favoritas, também eu gosto de estar assim e ter alguém a beijar-me e a tocar-me. Então comecei a tocar-te, desapertei-te as calças, tu movimentaste o teu corpo por forma a ficares mais à vontade e para que eu melhor te pudesse sentir. Senti-te húmida, cheia de desejo, os teus suspiros disso eram sinónimo, estavas quente. Toquei-te, acariciei-te, penetrei-te e tu, tu vieste-te e foi tão bom eu sentir na minha mão os espasmos do teu prazer. Continuei e tu continuavas disposta a mais. Perguntei-te se querias que parasse, respondeste que não e eu segui o teu desejo. Voltei a sentir-te, senti o teu orgasmo, foi maravilhoso e é uma sensação para a qual não consigo encontrar palavras. Eu própria, com os movimentos que fazia em cima de ti, e ao sentir as tuas movimentações, fui arrebatada por um orgasmo maravilhoso, explodindo de prazer. Sentia-me húmida, feliz e saciada por te ter amado, por te ter sentido. Quando parei as gotas de suor escorriam-te pela cara e eu só tive vontade de te beijar, beijar e beijar. E assim ficámos a olhar uma para a outra até a nossa respiração estar mais controlada e até termos forças para nos levantarmos.
Foste-te embora, aquele momento de prazer tinha acabado mas tu quiseste perpetua-lo e mandaste-me mensagem a dizer que a minha reacção ao teu desejo tinha-te feito aproveitar o momento ao máximo e que há muito que ninguém te fazia sentir como eu o fiz. Para mim, que não tinha qualquer tipo de experiência com o sexo femenino até me envolver contigo, foi muito bom de ouvir, ainda que apenas me tenha limitado a fazer em ti o que gosto que façam em mim. É tão bom sentir a entrega que temos uma à outra cada vez que estamos juntas.