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segunda-feira, 28 de abril de 2008

De Marrocos

O que posso dizer? Que a minha viagem foi muito boa, que Marrocos é aquilo que eu sempre pensei e muito mais, que vi muita coisa gira, que me diverti muito, que conheci pessoas fixes, sei lá, que o cruzeiro foi uma maravilha. A vida num cruzeiro é muito interessante, estão sempre a acontecer actividades, espectáculos (e que espectáculos), podemos fazer sauna, ir ao ginásio, ao casino, ou simplesmente estar num dos bares a ouvir boa música e a conversar. Ah e a comida, comi tanto, já era conhecida pela comilona que ia a todas... eheheh

A viagem começou um pouco atribulada, dois cruzeiros a chegarem ao mesmo tempo, pessoas por todo o lado, malas, malas e mais malas. Enfim, tudo aborrecido por estar tantas horas à espera ao frio e à chuva...
Depois a primeira noite foi para esquecer, enjoei muito e vomitei 3 vezes. Mas como não fui a única, muito pelo contrário, não fiquei muito desanimada. Uma dica para quem for para alto mar e enjoar, nada de beber liquidos, mas sim comer maçã e pão, é remédio santo, ah e tomar um comprimido para o enjoo, faz milagres. Mas não desanimem, qualquer enjoo é suplantado pelo fascínio de um cruzeiro.
Ah e como íamos só duas meninas, lá encontramos uns senhores muito simpáticos, sempre muito preocupados connosco por nos verem abananadas e tivémos direito a comprimido para dormir e tudo.!!

Bem, depois de uma noite bem dormida, embaladas pelas ondas (é uma sensação do outro mundo) lá acordamos bem dispostas, como se a má disposição da noite anterior não tivesse existido, e ainda bem. A primeira paragem foi em Cadiz, mas não deu para ver muito porque os nuestros hermanos estavam na hora da sesta.

No dia seguinte a paragem foi em Marraqueche, Cidade das Mil e Uma Noites sem tirar nem por. A sua riqueza artística e cultural, o artesanato, as pessoas, o cheiro e as paisagens inesquecíveis tornam esta cidade inigualável. Não existem palavras para descrever, só mesmo lá estando para se poder sentir.
O pior é o trânsito, vale tudo, é o salve-se quem puder literalmente. Não se respeitam sinais, fazem-se ultrapassagens com duplos traços contínuos, anda tudo ao molho, cometem-se transgressões, mesmo nas barbas da polícia, que não faz nada, enfim é uma completa anarquia mas eles lá se entendem, ainda bem, pois caso assim não fosse, talvez a esta hora não estivesse aqui, vi com cada coisa, meu Deus.

No último dia a paragem foi em Tânger onde dedicamos 3 horas apenas a fazer compras. E que compras... Os marroquinos são umas autênticas melgas, não nos largam, mas não nos largam mesmo, até cansam. E mais uma dica para quem vai a Marrocos, temos sempre que regatear os preços, e eles até ficam ofendidos se não o fizermos. E eu regateei e muito e trouxe verdadeiras pechinchas. Mas nunca me senti insegura ou tive receio de andar acompanhada só por uma amiga. Também não nos aventurámos por ruas muito escondidas, não facilitámos, mas ainda assim, podia ter acontecido alguma coisa, mas correu tudo bem.

Depois foi embarcar novamente e 19 horas de viagem até Lisboa, mas que passaram a correr, nem demos por nada. Quando atracámos a vontade de continuar por mais uns dias era enorme.
Na última noite lá conhecemos uns rapazitos (que tiveram o cruzeiro todo para ganharem coragem para se meterem connosco, mas lá tiveram ainda que apenas na última noite), muito novos para a minha idade, mas que ganharam a minha consideração e já me têm como fã, pois pertencem a um grupo que tem tudo para ser um GRANDE SUCESSO. E eu hei-de estar na primeira fila a assistir e a assobiar pois merecem.

VALEU A PENA ESTE CRUZEIRO, REBENTOU A ESCALA!!!

quinta-feira, 24 de abril de 2008

Marrocos

foi o destino escolhido para eu ir passar uns dias. Um cruzeiro mágnifico.

P.S.- Hoje não estou em condições de postar sobre a minha viagem, a ressaca é muita...

sexta-feira, 18 de abril de 2008

Ligo às minhas avós

para lhes dar um beijinho e dizer que vou de férias por 5 dias.


Avó M - "Ai filha só nos metes em aflições, ainda agora vieste de Londres e depois só avisas em cima da hora"

Eu - "Então o que adiantava saberes antes? Para ficares preocupada? Tenho que aproveitar agora enquanto não tenho trabalho"

Avó M - "Pois, vou já acender as velinhas que estão no nicho, e rezar muito por ti (gosto muito de ouvir que vai rezar por mim, sinto-me tranquila). Vais porque és livre porque se namorasses e tivesses outras responsabilidades já não ias"

Eu - "Isso reza, e reza muito. Vê lá como sou esperta!"

Avó M -"Então e como vais?"

Eu - "Num cruzeiro"

Avó M - "Ai meu Deus, mica rica filha que medo, não gosto nada dessa ideia"

Eu - "Bem, se vou de avião é porque vou de avião, agora que escolho outro meio de transporte também não serve"

Avó M - Pois, o bom era ficares cá ao pé de nós. Mas olha diverte-te e não te metas em coisas estranhas está bem minha filha?"



Avó C - "Ai sim? Então e com quem vais?" (preocupação completamente diferente da da outra avó)

Eu - "Com uma ex-colega"

Avó C - "Então juízo e que corra tudo bem"


Cada uma, à sua maneira, mostra a sua preocupação. São umas queridas as minhas avozinhas!!!

quinta-feira, 17 de abril de 2008

Como é possível

vou de férias no domingo e não me lembrava, pensava que era só para a semana. Realmente esta cabeça, não está nada bem. Afinal o amor também nos deixa esquecidos!!!!
Como estou desempregada e não sei quando vou arranjar emprego, tenho que aproveitar agora para ter férias, porque no Verão deve ser dificil, espero eu, é sinal que já arranjei emprego.
Sinceramente não estou muito entusiasmada para viajar, apesar do meu destino ser uma das minhas viagens de sonho, mas não desfazendo a minha companhia, preferia outra e nem é preciso dizer qual!!!

quinta-feira, 27 de março de 2008

Do meu regresso a Portugal

Trago uma bagagem cheia de novidades, de uma nova força, de um “ eu” renovado, que embora mudado por vezes ainda tem alguma dificuldade em lidar com a mudança (também não se mudam 26 anos numa semana, mais já foi um bom progresso).
Saudades sim tinha saudades de casa, da minha caminha, da minha almofada, do meu espaço, da comidinha do papá (nunca um prato de peixe cozido me soube tão bem como no dia do meu regresso) dos meus amigos e de ti, muitas saudades de ti.
O meu reencontro contigo... foi desejado, foi imaginado, foi estranho, foi um misto de emoções, de sentimentos e sensações, foi bom, foi mau foi assim assim, foi tudo foi nada, faltou só um bocadinho. Não sei definir como foi, a única coisa que tenho a certeza é dos meus sentimentos por ti e que me magoa muito saber que pensaste que iria acontecer alguma coisa durante a viagem e pior que foi isso que te deu força para tomar a decisão que tomaste. Mas dizendo as coisas como elas são (tenho este defeito horrível de ter o coração ao pé da boca), se tivesse acontecido alguma coisa, se eu realmente tivesse estado com alguém, era um assunto que já não te dizia respeito a partir do momento em que na véspera da minha viagem me disseste que já não conseguias que eu fizesse mais parte da tua vida (pelo menos em termos de relacionamento).
Acredito no destino, acredito que as coisas não acontecem por acaso e o facto de ter adiado a minha viagem, de teres terminado comigo antes de viajar, de encontrar uma amiga com uma maneira completamente diferente de ver a vida do tempo da faculdade, que me ajudou a ter outra perspectiva sobre determinados assuntos, e tantas outras coisas que aconteceram, no fim sei que vou tirar daqui uma grande lição (aliás já estou a usufruir de algumas das minhas aprendizagens)

Da minha viagem a Londres

Realmente Londres é um lugar inesquecível onde convergem tantas culturas diferentes, cheiros, imagens, línguas, gostos, tudo é diferente, tudo é novo, é uma mistura de sentimentos de estados de alma.
A imagem mais marcante que tenho da minha viagem é sem dúvida a maneira de estar na vida que os londrinos têm, a sua independência, a sua autonomia e a maneira mais leve de verem a vida e não, não os senti como um povo frio, são é mais interessados em fazer a sua vida, em seguir os seus objectivos do que a preocuparem se com a vida dos outros.
Vi em Londres uma multiculturalidade sem igual e nunca senti qualquer tipo de preconceito e não me refiro somente às diferenças raciais, não refiro me também às diferentes orientações sexuais. Há um respeito enorme pelo outro, podemos andar na rua vestidos da forma como quisermos, fazer alguma maluqueira, andar de mãos dadas com alguém do mesmo sexo (mas nunca vi nada que faltasse ao respeito nem que pudesse chocar qualquer susceptibilidade) que ninguém vai olhar para nós com o olhar recriminador tão típico do português
Aqueles parques no meio da cidade em que entramos e parece que estamos noutra dimensão que nos faz esquecer um pouco onde estamos e conseguimos ficar alienados do resto do mundo. Onde um pequeno esquilo vem ter connosco e se atravessa aos nossos pés de tão familiarizados que está com o ser humano porque sabe que é alvo de respeito onde tudo é feito para que seja bem tratado e protegido.
O sol, a chuva, o granizo, os flocos de neve, o vento, o frio, tanta alteração climatérica que tornaram a minha viagem ainda mais mística e fabulosa.
O ir sozinha, o ter que sair do aeroporto e desenrascar me para conseguir apanhar um autocarro até ao meu destino final, as lágrimas que me corriam pela cara e que correram em alguns momentos no avião porque estava emocionalmente frágil pelo que tinha acontecido na véspera... E, no fim, o saber que fui capaz, que cheguei onde tinha que chegar sem qualquer problema e onde encontrei alguém com um sorriso do tamanho do mundo e um abraço tão apertado que, por momentos, me fez querer voltar a sorrir!
Senti saudades tuas, é incrível como me lembrei de ti tantas vezes, como gostava que tivesses estado presente ou que pelo menos eu pudesse partilhar contigo como estava a correr a viagem com a frequência que estava habituada a partilhar contigo as coisas da minha vida...
Adorei reencontrar me contigo amiga, ver que estás mais feliz do que nunca apesar do que sofreste quando te mudaste para Londres e adorei sentir que a nossa cumplicidade não mudou, que continuamos muito amigas, agora com uma amizade mais reforçada. Adoro-te, obrigada por tudo!

terça-feira, 25 de março de 2008

De

volta a Portugal, mas ainda sem força para escrever como foram as minhas mini férias em Londres...