O que posso dizer? Que a minha viagem foi muito boa, que Marrocos é aquilo que eu sempre pensei e muito mais, que vi muita coisa gira, que me diverti muito, que conheci pessoas fixes, sei lá, que o cruzeiro foi uma maravilha. A vida num cruzeiro é muito interessante, estão sempre a acontecer actividades, espectáculos (e que espectáculos), podemos fazer sauna, ir ao ginásio, ao casino, ou simplesmente estar num dos bares a ouvir boa música e a conversar. Ah e a comida, comi tanto, já era conhecida pela comilona que ia a todas... eheheh
A viagem começou um pouco atribulada, dois cruzeiros a chegarem ao mesmo tempo, pessoas por todo o lado, malas, malas e mais malas. Enfim, tudo aborrecido por estar tantas horas à espera ao frio e à chuva...
Depois a primeira noite foi para esquecer, enjoei muito e vomitei 3 vezes. Mas como não fui a única, muito pelo contrário, não fiquei muito desanimada. Uma dica para quem for para alto mar e enjoar, nada de beber liquidos, mas sim comer maçã e pão, é remédio santo, ah e tomar um comprimido para o enjoo, faz milagres. Mas não desanimem, qualquer enjoo é suplantado pelo fascínio de um cruzeiro.
Ah e como íamos só duas meninas, lá encontramos uns senhores muito simpáticos, sempre muito preocupados connosco por nos verem abananadas e tivémos direito a comprimido para dormir e tudo.!!
Bem, depois de uma noite bem dormida, embaladas pelas ondas (é uma sensação do outro mundo) lá acordamos bem dispostas, como se a má disposição da noite anterior não tivesse existido, e ainda bem. A primeira paragem foi em Cadiz, mas não deu para ver muito porque os nuestros hermanos estavam na hora da sesta.
No dia seguinte a paragem foi em Marraqueche, Cidade das Mil e Uma Noites sem tirar nem por. A sua riqueza artística e cultural, o artesanato, as pessoas, o cheiro e as paisagens inesquecíveis tornam esta cidade inigualável. Não existem palavras para descrever, só mesmo lá estando para se poder sentir.
O pior é o trânsito, vale tudo, é o salve-se quem puder literalmente. Não se respeitam sinais, fazem-se ultrapassagens com duplos traços contínuos, anda tudo ao molho, cometem-se transgressões, mesmo nas barbas da polícia, que não faz nada, enfim é uma completa anarquia mas eles lá se entendem, ainda bem, pois caso assim não fosse, talvez a esta hora não estivesse aqui, vi com cada coisa, meu Deus.
No último dia a paragem foi em Tânger onde dedicamos 3 horas apenas a fazer compras. E que compras... Os marroquinos são umas autênticas melgas, não nos largam, mas não nos largam mesmo, até cansam. E mais uma dica para quem vai a Marrocos, temos sempre que regatear os preços, e eles até ficam ofendidos se não o fizermos. E eu regateei e muito e trouxe verdadeiras pechinchas. Mas nunca me senti insegura ou tive receio de andar acompanhada só por uma amiga. Também não nos aventurámos por ruas muito escondidas, não facilitámos, mas ainda assim, podia ter acontecido alguma coisa, mas correu tudo bem.
Depois foi embarcar novamente e 19 horas de viagem até Lisboa, mas que passaram a correr, nem demos por nada. Quando atracámos a vontade de continuar por mais uns dias era enorme.
Na última noite lá conhecemos uns rapazitos (que tiveram o cruzeiro todo para ganharem coragem para se meterem connosco, mas lá tiveram ainda que apenas na última noite), muito novos para a minha idade, mas que ganharam a minha consideração e já me têm como fã, pois pertencem a um grupo que tem tudo para ser um GRANDE SUCESSO. E eu hei-de estar na primeira fila a assistir e a assobiar pois merecem.
VALEU A PENA ESTE CRUZEIRO, REBENTOU A ESCALA!!!