segunda-feira, 31 de março de 2008

Chorei, limpei a alma



E por isso mesmo hoje chorei, chorei muito mas sinto me aliviada e feliz porque é sinal que o meu sentimento por ti é verdadeiro, que te amo (não que tivesse dúvidas) e que prefiro sempre chorar com motivo do que não ter motivo para chorar...

Finalmente

a frase "numa fracção de segundo perdes tudo é quando percebes que não és nada" acabou por fazer sentido e não está a ser nada fácil, ainda por cima sem ter culpa do que aconteceu.

domingo, 30 de março de 2008

Num turbilhão de emoções

Vou para o meu quarto, o meu refúgio, o lugar onde me sinto calma e tranquila, acendo uma vela (com cheiro a laranja porque me desperta os sentidos), sento me na cama e começo a escrever.
Escrever, ai está algo que gosto muito de fazer. Não lhe chamo vocação porque isso implicaria talento da minha parte, chamo-lhe antes "limpar de alma". Descobri com o blog o quanto é importante para mim escrever, o quanto me faz bem libertar através da escrita, o que muitas vezes não posso falar. Liberto-me de medos, mágoas, angústias, tristezas, fraquezas e de coisas que às vezes me atormentam o espírito. Também gosto de escrever sobre coisas boas e que me fazem feliz, mas sinto-me tão bem, tão leve quando "escrevo" cá para fora o que me vai cá dentro.
Acredito que "tudo o que somos é resultado do nosso pensamento"mas às vezes é dificil conseguirmo-nos centrar naquilo que realmente interessa e conseguirmos ter pensamentos positivos em relação a determinados assuntos.
A minha mente parece uma locomotiva a vapor, daquelas bem antigas, que quando pensamos nelas a imagem que nos vem à cabeça é, para além do barulho tão característico, o fumo a sair que parece que aquilo vai explodir a qualquer momento. É assim como melhor defino a minha mente, um constante turbilhão de sentimentos, emoções, ideias que fervilham constantemente que dá a sensação que vai explodir a qualquer momento.
Ando sempre a mil à hora, e se o pensamento pagasse multas por excesso de velocidade, já tinha ido à falência... Às vezes é muito dificil saber gerir tanta informação, tantos sentimentos que constantemente me assolam o pensamento.
Preciso de paz, paz de espírito e estabilidade interior e neste momento não consigo ter.
Provavelmente amanhã acordo e já não me sinto nada assim, é o mais certo, até porque a minha almofada faz milagres. Mas hoje é assim que me sinto, cansada de tudo e de todos, de querer tudo e não ter nada e de ter tanto e de achar que tenho tão pouco.
O que eu queria agora mesmo era encontrar o "off" do meu cérebro, está a precisar de descanso e eu também. Até porque associado ao cérebro está sempre o meu coração ou vice-versa e quando um não está bem o outro também não está e eu queria que estivessem ambos a 100%, queria conseguir desligar-me de tudo e não permitir mais em mim esta contradição de sentimentos.
Hum... a vela já está a cheirar tão bem... Porque não consigo eu alienar-me do que me atormenta o espírito eu agarrar-me a estes pequenos prazeres, a estes pequenos luxos, sim, porque para muita gente uma vela destas é um luxo (algumas são caras demais) embora a gente nem pense nem se dê conta disso.
Tenho esperança que a minha almofada seja mesmo o meu remédio para esta noite, que amanhã o dia nasca azul, e que eu consiga encarar as situações de uma outra perspectiva, porque afinal, o que tiver que ser será.

E no fim, vi o mar... pensei na vida... e fiquei assim...

sexta-feira, 28 de março de 2008

Egoísta

é assim que me sinto...
como posso eu, ou qualquer outra pessoa que tem dois braços, duas pernas, saúde, amigos, familia, emprego (neste caso tou desempregada mas isso é um mal menor) e todos os luxos que muita gente infelizmente não tem, sentir se mal com uns simples contratempos que acontecem na nossa vida, quando olhamos para o lado e vimos que há alguém tão pior do que nós e que, ainda assim, têm uma força interior e uma vontade de viver tão grande que, ao pé deles só nos podemos sentir egoístas e minusculos.
As minhas desculpas a todos aqueles que lutam pelo mundo fora, para conseguirem sobreviver e viver com alguma dignidade, mas cuja vida não permite que o façam como desejariam. Peço desculpa por ás vezes me sentir tão mal e dar importância a pequenas coisas tão triviais que me fazem ir abaixo e pensar que os meus problemas são importantes.

Já perdoei erros quase imperdoáveis

Já perdoei erros quase imperdoáveis,
tentei substituir pessoas insubstituíveis
e esquecer pessoas inesquecíveis.
Já fiz coisas por impulso,
já me decepcionei com pessoas quando nunca pensei me decepcionar,
mas também decepcionei alguém.
Já abracei pra proteger,
já dei risada quando não podia,
fiz amigos eternos,
amei e fui amado,
mas também já fui rejeitado,
fui amado e não amei.
Já gritei e pulei de tanta felicidade,
já vivi de amor e fiz juras eternas,
"quebrei a cara muitas vezes"!
Já chorei ouvindo música e vendo fotos,
já liguei só para escutar uma voz,
me apaixonei por um sorriso,
já pensei que fosse morrer de tanta saudade
e tive medo de perder alguém especial (e acabei perdendo).
Mas vivi, e ainda vivo!
Não passo pela vida…E você também não deveria passar!
Viva!Bom mesmo é ir à luta com determinação,
abraçar a vida com paixão,
perder com classe
e vencer com ousadia,
porque o mundo pertence a quem se atreve
e a vida é "muito" pra ser insignificante.

Charles Chaplin

quinta-feira, 27 de março de 2008

Do meu regresso a Portugal

Trago uma bagagem cheia de novidades, de uma nova força, de um “ eu” renovado, que embora mudado por vezes ainda tem alguma dificuldade em lidar com a mudança (também não se mudam 26 anos numa semana, mais já foi um bom progresso).
Saudades sim tinha saudades de casa, da minha caminha, da minha almofada, do meu espaço, da comidinha do papá (nunca um prato de peixe cozido me soube tão bem como no dia do meu regresso) dos meus amigos e de ti, muitas saudades de ti.
O meu reencontro contigo... foi desejado, foi imaginado, foi estranho, foi um misto de emoções, de sentimentos e sensações, foi bom, foi mau foi assim assim, foi tudo foi nada, faltou só um bocadinho. Não sei definir como foi, a única coisa que tenho a certeza é dos meus sentimentos por ti e que me magoa muito saber que pensaste que iria acontecer alguma coisa durante a viagem e pior que foi isso que te deu força para tomar a decisão que tomaste. Mas dizendo as coisas como elas são (tenho este defeito horrível de ter o coração ao pé da boca), se tivesse acontecido alguma coisa, se eu realmente tivesse estado com alguém, era um assunto que já não te dizia respeito a partir do momento em que na véspera da minha viagem me disseste que já não conseguias que eu fizesse mais parte da tua vida (pelo menos em termos de relacionamento).
Acredito no destino, acredito que as coisas não acontecem por acaso e o facto de ter adiado a minha viagem, de teres terminado comigo antes de viajar, de encontrar uma amiga com uma maneira completamente diferente de ver a vida do tempo da faculdade, que me ajudou a ter outra perspectiva sobre determinados assuntos, e tantas outras coisas que aconteceram, no fim sei que vou tirar daqui uma grande lição (aliás já estou a usufruir de algumas das minhas aprendizagens)

Da minha viagem a Londres

Realmente Londres é um lugar inesquecível onde convergem tantas culturas diferentes, cheiros, imagens, línguas, gostos, tudo é diferente, tudo é novo, é uma mistura de sentimentos de estados de alma.
A imagem mais marcante que tenho da minha viagem é sem dúvida a maneira de estar na vida que os londrinos têm, a sua independência, a sua autonomia e a maneira mais leve de verem a vida e não, não os senti como um povo frio, são é mais interessados em fazer a sua vida, em seguir os seus objectivos do que a preocuparem se com a vida dos outros.
Vi em Londres uma multiculturalidade sem igual e nunca senti qualquer tipo de preconceito e não me refiro somente às diferenças raciais, não refiro me também às diferentes orientações sexuais. Há um respeito enorme pelo outro, podemos andar na rua vestidos da forma como quisermos, fazer alguma maluqueira, andar de mãos dadas com alguém do mesmo sexo (mas nunca vi nada que faltasse ao respeito nem que pudesse chocar qualquer susceptibilidade) que ninguém vai olhar para nós com o olhar recriminador tão típico do português
Aqueles parques no meio da cidade em que entramos e parece que estamos noutra dimensão que nos faz esquecer um pouco onde estamos e conseguimos ficar alienados do resto do mundo. Onde um pequeno esquilo vem ter connosco e se atravessa aos nossos pés de tão familiarizados que está com o ser humano porque sabe que é alvo de respeito onde tudo é feito para que seja bem tratado e protegido.
O sol, a chuva, o granizo, os flocos de neve, o vento, o frio, tanta alteração climatérica que tornaram a minha viagem ainda mais mística e fabulosa.
O ir sozinha, o ter que sair do aeroporto e desenrascar me para conseguir apanhar um autocarro até ao meu destino final, as lágrimas que me corriam pela cara e que correram em alguns momentos no avião porque estava emocionalmente frágil pelo que tinha acontecido na véspera... E, no fim, o saber que fui capaz, que cheguei onde tinha que chegar sem qualquer problema e onde encontrei alguém com um sorriso do tamanho do mundo e um abraço tão apertado que, por momentos, me fez querer voltar a sorrir!
Senti saudades tuas, é incrível como me lembrei de ti tantas vezes, como gostava que tivesses estado presente ou que pelo menos eu pudesse partilhar contigo como estava a correr a viagem com a frequência que estava habituada a partilhar contigo as coisas da minha vida...
Adorei reencontrar me contigo amiga, ver que estás mais feliz do que nunca apesar do que sofreste quando te mudaste para Londres e adorei sentir que a nossa cumplicidade não mudou, que continuamos muito amigas, agora com uma amizade mais reforçada. Adoro-te, obrigada por tudo!

terça-feira, 25 de março de 2008

De

volta a Portugal, mas ainda sem força para escrever como foram as minhas mini férias em Londres...

sexta-feira, 21 de março de 2008

So

vim aqui para dizer que tenho muitas muitas muitas saudades tuas... e que o meu sentimento por ti se mantem igual...

segunda-feira, 17 de março de 2008

E

ponto final,
parágrafo,
travessão...

(Acabou...)

domingo, 16 de março de 2008

Vou

de férias...mas não vou 100% feliz.
Estava a espera que tivessemos uma despedida diferente. Não percebo o que está a acontecer. Sei que não gostas de despedidas, até aí tudo bem, sei que me disseste que vais ter saudades minhas, está certo, mas também esperava um gosto de ti (o que já não ouço há tanto tempo), aliás ia fazer toda a diferença.
Escrevi te uma declaração de amor e nem sequer sei o que sentiste ao lê-la. Será que fiz mal, será que fiz bem? Não estava à espera de uma grande manifestação da tua parte mas um simples já li e gostei ou não gostei ia fazer toda a diferença a sério que ia.

Até ao meu regresso, daqui a uma semana...

sexta-feira, 14 de março de 2008

Queria


tanto fazer amor contigo...

quarta-feira, 12 de março de 2008

Enviaram me esta mensagem...

"antes que as lágrimas invadam teus olhos, lembra-te que o sorriso é muito mais bonito. Antes de deixares a tristeza entrar no teu coração, lembra-te que a alegria é uma visita que nunca chega sem convite. Antes de achares que ninguém pensa em ti, lembra-te que eu estou aqui..."

...chegou na altura certa

terça-feira, 11 de março de 2008

Metade

Que a força do medo que tenho
Não me impeça de ver o que anseio.
Que a morte de tudo em que acredito
Não me tape os ouvidos e a boca
Porque metade de mim é o que eu grito
Mas a outra metade é silêncio.
Que a música que ouço ao longe
Seja linda ainda que tristeza
Que a mulher que eu amo seja pra sempre amada
Mesmo que distante
Porque metade de mim é partida
Mas a outra metade é saudade.
Que as palavras que falo
Não sejam ouvidas como prece e nem repetidas com fervor
Apenas respeitadas
Como a única coisa que resta a uma mulher inundada de sentimentos
Porque metade de mim é o que ouço
Mas a outra metade é o que calo
Que essa minha vontade de ir embora
Se transforme na calma e na paz que eu mereço
E que essa tensão que me corrói por dentro
Seja um dia recompensada
Porque metade de mim é o que penso
E a outra metade um vulcão.
Que o medo da solidão se afaste
E que o convívio comigo mesmo se torne ao menos suportável
Que o espelho reflita em meu rosto um doce sorriso
Que eu me lembro ter dado na infância
Porque metade de mim é a lembrança do que fui
E a outra metade não sei
Que não seja preciso mais que uma simples alegria
Pra me fazer aquietar o espírito
E que o teu silêncio me fale cada vez mais
Porque metade de mim é abrigo
Mas a outra metade é cansaço
Que a arte nos aponte uma resposta
Mesmo que ela não saiba
E que ninguém a tente complicar
Porque é preciso simplicidade pra fazê-la florescer
Porque metade de mim é platéia
E a outra metade é a canção
E que a minha loucura seja perdoada
Porque metade de mim é amor
E a outra metade também.

(Oswaldo Montenegro)

Para a páscoa



































sábado, 8 de março de 2008

Sentimento

essa pequena grande palavra que é tão difícil de exprimir pela maioria dos seres humanos, independentemente da idade ou do género. Quem é capaz de afirmar convictamente que expressa os sentimentos que nutre pelos outros ou até mesmo por si próprio, sem ter medo de cair no ridículo ou de se vir a arrepender depois por ter aberto o seu coração? Esta é provavelmente uma pergunta que muitas pessoas não tiveram a coragem de colocar a si próprias e que muito dificilmente encontrarão uma resposta.
E eu, serei capaz de expressar os meus sentimentos, serei capaz de dizer ao outro o que sinto por ele?? Sim sou, esta é uma pergunta para a qual tenho resposta imediata.
Quantas vezes já dei comigo a pensar como me exponho ao ridiculo por expressar os meus sentimentos, porque sei que do outro lado está alguém que não está suficientemente apto para ouvir o que tenho a dizer? Já lhe perdi a conta...
Mas também me questiono se não disser o que me vai na alma, se não desabafar o que vai cá dentro como vou eu gostar de mim e sentir-me bem comigo própria e como vai o outro alguém saber o que sinto? Por isso faço questão de dizer aos outros o que eles significam para mim, que gosto deles, que tenho saudades (não vejo o sentimento de saudade como um sentimento triste e melancólico mas sim como um sentimento que me ajuda a viver pois é sinal que já vivi situações, momentos e convivi com pessoas que marcaram a minha vida e que ficaram com um lugar cativo no meu coração e que me fizeram felizes) mesmo ás minhas crianças o digo com frequência pois tenho a certeza que é muito importante que crescam a ouvir o quanto são importantes para nós e o papel que têm na nossa vida.
Sim, a esta hora já me questionam isso é tudo muito bonito, tudo muito cor de rosa, dizermos aos outros o quanto gostamos deles e o quanto são importantes para nós, e o contrário, quem tem coragem para demonstrar que está magoado que alguém o foi capaz de desiludir, que disse ou fez alguma coisa que não gostou, que sente que há alguma coisa mal resolvida? Para esta pergunta a resposta não me sai tão automaticamente com saiu na anterior mas analisando bem o caminho que traço na minha vida, sim sou capaz de fazê-lo, não com a determinação que gostaria mas faço-o e muito raramente guardo para amanhã o que posso dizer hoje.
Falar, escrever, pensar e reflectir com os meus botões faz-me bem, sinto-me de alma lavada. E por isso, por gostar tanto de escrever deixo aqui só para ti o que neste momento sinto por ti...

TENHO SAUDADES
de te ter nos meus braços, de te ter dentro da minha cama a aqueceres-me com o teu calor, de te sentir e não não é apenas uma mera questão carnal ou sexual, é claro que também o é até porque o desejo faz parte da natureza humana (e chamemos as coisas pelos nomes embora muita gente tenha dificuldade em ser directa quando se fala no assunto sexo) mas é, acima de tudo, um sentir-me bem ao pé de ti, o gostar do que sinto quando estou contigo e do que transmites sentir quando estás comigo...
Da tua boca, sim confesso, sou viciada nos teus beijos adoro os teus lábios; do teu cheiro doce e da tua pele macia; das nossas conversas e das nossas brincadeiras; do teu toque e dos teus beijos suaves, de te olhar nos olhos, da tua simples presença ao pé de mim...
Do dia em que adormeceste ao meu lado e me senti tão próxima de ti e onde desejei que a hora em que adormeceste se transformasse numa noite...
De te fazer uma massagem e ajudar a relaxar, de te acariciar e de te mimar, nem que seja com umas simples festinhas na cabeça...

sexta-feira, 7 de março de 2008

Cada


vez que estou contigo mais certeza tenho dos meus sentimentos por ti...

quinta-feira, 6 de março de 2008

Amigos

obrigada por existirem na minha vida... Sei que posso contar com os poucos e verdadeiros amigos que tenho para sempre e em todos os momentos da minha vida!
Obrigada a todos

quarta-feira, 5 de março de 2008

Beijei-te

mas continuo a sentir te distante...

terça-feira, 4 de março de 2008

Apetecia-me

tanto, tanto, tanto
beijar-te,
ter a tua companhia,
sentir-te,
acariciar-te,
ter te nos meus braços
...

Sinto te

distante...

domingo, 2 de março de 2008

Uma

festa de anos num restaurante típico e muito giro "Lagoa Azul", a companhia de bons amigos e fados, blues e mornas ao vivo, muito bom.
Valeu bem a pena :)